sábado, 12 de março de 2011

O que eu vou fazer, pra me salvar?



Você dizia sem parar da saudade que sentiu, da falta que eu te fiz.
E eu pensava: "-Eu senti mais, você me fez mais."
E me perguntava em como você conseguia ser tão lindo, como? Como conseguia? Hein?
E nenhuma fala minha se teve. Mas, você soube, só de me olhar.
Impossível não saber ao ver minha cara abobalhada ao te ver, meus olhos molhados por poder matar a saudade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que era raro e se perdeu


E cheguei a pensar no que você via quando olhava a minha volta e imaginei o que você temia.
E compreendi que eu não tinha culpa alguma.
Que não cabia a mim decidir por você. Não poderia eu encerrar nenhuma circunstância.
Então tive medo.
Recordei da sua ausência de antes, e que não acreditava sofrer sua falta agora, não agora.
Eu pude te ter. Finalmente, estávamos juntos afinal.
Isso era raro.
Não me faça te perder, não autorize minha saída.
É só contar que precisa de mim.
É só olhar como quem quer muito que eu permaneça.
Com você e sua.

terça-feira, 1 de março de 2011

Eu sempre sei



Ouvindo...



A história é minha, eu sei.
E é ela quem me comprime o estômago, borra a maquiagem, deixa cega e as vezes muda.
E ficando muda, escrevo.
A mesma história de sempre que você resume como: "meus dramas".
Me diz que eu sou toda preocupada, muito preocupada. Preocupada?
Mas, te digo que sou volúvel. Demasiada volúvel.
Me beija e tudo passa.
Me deixa marcas. Me renasce o espírito. Me morde e me liberta a alma. E faça de novo.
E vivo toda minha vida apenas naquele minuto. Naquele segundo que você me olha.
E a história incostante volta depois. E vai embora com a sua volta.
Como se tudo gritasse em volta que você esta ao lado da pessoa certa.
Da pessoa que se faz sua sem o mínimo esforço.
Assim, as promessas não são mais falhas. E você é real em todos os sentidos.
Não lhe peço nada contigo pela inexistência da falta.
E te deixo existir melhor do que qualquer um, sim.
Você, personagem principal da minha história, o meu herói imortal.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ser como o rio


Que sua partida seja breve.
Principalmente no meu coração insano e completamente apaixonado por você.
Que ela seja como um rio, que se separa por um tempo, que não se toca, não se vê, não se sente mais...Ah, eu não te sinto mais...
Que se divide ao meio, que me mata de hora em hora por não estar inteiro.
E ainda assim consigo me sentir viva pela dor que sinto, pelo corte que arde no peito.
Pelo desespero contido de não querer essa vida, de me torturar por ter te deixado partir.
E custo acreditar, que foi possível, você ir.
Não por completo, se assim fosse, pararia de sentir de vez, me tornaria imune a qualquer tipo de sentimento.
Mas, você não se foi. Você não se vai.
Você prometeu ser temporário, ser como o rio.
Que eu me lembre da volta então.
Que não esqueça do reencontro.
Porque neles, se compensa a falta. Quando a parede entre a gente se tornar invisível.
E não mais impedir que nos misturemos, que nos tornemos um só.
E não há mais o mínimo espaço entre a gente.
É quando eu não mais lembro do dia em que chorava de saudade,
de noites lamentando a distância, das vezes que desacreditei e amaldiçoei - agora tão presente - o amor.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Queria você por mim




- Foi quando vi que eu queria crescer nos seus olhos,

deslumbrar em sua boca,

me decompor em suas mãos.

Eu queria você inteiro,

pedindo por mim.

Amor de um só lado da cama


- Já te disse tantas vezes que eu não te merecia... Eu não te mereço Estella!
- Parece mais com não saber dar valor, Raul...
É. A questão aqui não é merecimento, é retribuição.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Um tempo pra nós

Eu sempre soube que eu poderia dormir e acordar cada dia em um lugar, que poderia acordar animada, poderia ver a lua tomando conta do céu, o sol subindo de manhã, talvez encantada e rindo a toa, lendo meu romance cotidiano.
Mas eu sabia que seria minha melhor noite quando nela tivesse você.
Eu dispensaria a natureza e deixaria meus livros.
Porque se você vem, há duas luas, dois sóis, duas almas, nós dois.
Eu vejo que tenho dom para ser feliz, de verdade.

Vai embora e deixa a dor pra trás


- Mas, eu aguentaria a dor, a vida toda, se você sempre voltasse.

"Eu segurei-a apertado, beijei-a, nosso último beijo."


- Como um último beijo pode parecer o primeiro?
Por que será que com você, o gosto é sempre de descoberta, de sensação-boa-jamais-sentida?
A tristeza do último beijo se resume nele ser único, de não poder ter mais um, mais dois.

Felicidade brilha no ar


- Felicidade é descobrir que alguém te faz crer que você pode ter, que você pode ser. Inteiramente e infinitamente. Feliz.